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15/09/2016 13:07

Bancos e sindicato realizam hoje oitava rodada de negociação

A greve dos bancos completou uma semana na terça-feira, 13. Desde então o Comando Nacional dos Bancários tenta tirar da Fenaban o reajuste pleiteado pela categoria. “Reajuste abaixo da inflação no setor que mais lucra no país, não será aceito pelos bancários. Não houve avanços na sétima rodada de negociação realizada na tarde de terça-feira 13. Os bancos insistiram em defender a proposta de reajuste rebaixado com abono, já rejeitada pelos bancários. Também disseram não a uma reivindicação fundamental dos bancários: a proteção aos empregos. Uma nova reunião foi marcada para hoje, 15, às 16h, em São Paulo”, diz o Comando que orienta os bancários para que fortaleçam a greve em todo o Brasil.

Em Bragança as 20 agências bancárias também estão fechadas, por tempo indeterminado.

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O Comando Nacional dos Bancários rejeitou a proposta apresentada pela Fenaban de 6,5% de reajuste em todas as verbas mais abono de R$ 3 mil. Os bancários estão pedindo reajuste com ganho real de 5%.

A proposta da Fenaban foi apresentada no dia 29 de agosto e também oferece aos bancários reajuste nos auxílios refeição, alimentação, creche, além de participação nos lucros e resultados (PLR). Depois, no dia 9, ofereceu reajuste de 7% nos salários e benefícios e abono de R$ 3,3 mil, a ser pago 10 dias após a assinatura do acordo, que foi negado.
Outras rodadas foram realizadas mas, em nota, a Fenaban confirmou não ter apresentado nenhuma nova proposta. Segundo a federação, a rodada de negociação de terça-feira discutiu apenas possibilidades a serem avaliadas para um acordo.

Segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), a proposta da entidade patronal não cobre a inflação do período, projetada em 9,57% para agosto deste ano, e representa perdas de 2,8% para a categoria.

A federação também diz em seu site que “o lucro dos cinco maiores bancos (Itaú, Bradesco, Banco do Brasil, Santander e Caixa) no primeiro semestre de 2016 chegou a R$ 29,7 bilhões, mas houve corte de 7.897 postos de trabalho nos primeiros sete meses do ano”.

REIVINDICAÇÕES- As principais reivindicações dos bancários são: reajuste salarial de 14,78% (incluindo reposição da inflação mais 5% de aumento real); piso salarial de R$3.940,24 (equivalente ao salário mínimo do Dieese em valores de junho último); melhores condições de trabalho com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoecem os bancários e fim das demissões, mais contratações, fim da rotatividade e combate às terceirizações diante dos riscos de aprovação do PLC 30/15 no Senado Federal, além da ratificação da Convenção 158 da OIT, que coíbe dispensas imotivadas.

Fonte: Gazeta Bragantina


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