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12/10/2016 10:43

Faltam mais de 100 remédios no Centro de Saúde do Lavapés

Por enquanto nada adiantou a pressão do Ministério Público com a Prefeitura e Associação Brasileira de Beneficência Comunitária- ABBC, em relação a falta de remédios no Sistema Único de Saúde. No mês de setembro vereadores aprovaram requerimento para encaminhar ao Ministério Público a lista de medicamentos em falta, relatório e fotos dos locais visitados e solicitando providências com relação à falta de medicamentos dispensados no Sistema Municipal de Saúde.

Logo depois a ABBC informou que não seria mais a responsável pela distribuição de medicamentos nas unidades de saúde, se responsabilizando apenas pela compra dos remédios.
A distribuição ficou a cargo da Secretaria de Saúde a partir do dia 13 de setembro. A medida foi estabelecida, segundo a Prefeitura, como corte de gastos e informada à Comissão de Saúde da Câmara Municipal por meio de um ofício da ABBC referente à reestruturação da saúde pública na cidade. De acordo com o ofício, durante o mês de agosto a ABBC passou por um período de renovação contratual com a Prefeitura de Bragança, quando foi identificada a necessidade de remanejamento, redução de despesas e, em alguns casos, cortes de investimentos.
A ABBC também explicou na ocasião que, diante desse cenário, alguns atrasos foram pontuais no que diz respeito ao pagamento de médicos, compras de insumos e de medicamentos.
Porém, a mudança nada melhorou. Ontem uma lista com mais de 100 medicamentos estava exposta no Centro de Saúde Dr. Lourenço Quilici, no Lavapés.

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Na semana passada Jesus Chedid- DEM, que deve assumir a Prefeitura em janeiro, lamentou que o contrato com a ABBC tenha sido renovado por mais seis meses. “O Tribunal de Contas rejeita o contrato da ABBC e a Prefeitura ao invés de romper, agora renova por mais seis meses e teremos que aceitar no próximo ano mais três meses. Vamos tomar providência. Ou ela entra no eixo ou vamos romper contrato, sim”, afi rmou Jesus.

Entre os medicamentos em falta no Centro de Saúde estão: AAS, Ácido Fólico, Amoxilina, Azitromicina, Complexo B, Propafenona Colírio, Cinarizina, etc.
CONTRATO IRREGULAR- O Tribunal de Contas do Estado de SP julgou irregular o contrato fi rmado entre Prefeitura e ABBC neste mês, por dispensa de licitação.
A ABBC foi contratada em dezembro de 2013 e o prefeito Fernão Dias (PT) renovou o contrato por mais seis meses, com vencimento no mês de março de 2017.

Fonte: Gazeta Bragantina


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