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05/06/2018 14:03

Guarda Civil é faz 64 anos de existência com problemas

 

A Guarda Civil Municipal de Bragança Paulista, completa hoje 64 anos.

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A corporação foi criada em 3 de junho de 1954, através da Lei Municipal nº 181 e desde então os profissionais da segurança pública, que dela fazem parte, passaram a atuar diariamente na proteção dos direitos humanos e fundamentais do exercício da cidadania, das liberdades públicas, da preservação da vida e do patrulhamento preventivo.

Mas será que hoje há o que comemorar ou a instituição vive o retrato do descaso e abandono?

Em nota, a Prefeitura, informou que atualmente, a Guarda Civil Municipal conta com base móvel, Canil, Cavalaria, rondas ostensivas com motocicletas, viaturas, além de novos agentes incorporados ao quadro.

Bem, os novos agentes, só foram incorporados através de medidas judiciais. Fizeram concurso em 2014 ainda na gestão de Fernão Dias, não foram chamados até o final do mandato dele e só foram incorporados pela atual gestão, a partir de conquistas na Justiça.

Em 2014 quando o concurso foi feito, já havia um déficit de guardas e a previsão era de contratação de 40 agentes de segurança.

Quatro anos se passaram, cerca de 15 ganharam na Justiça o direito de assumir o cargo, e neste período um número similar deixou os cargo, seja por aposentadoria ou porque optaram por seguir carreira em outros órgãos.

Já com relação as viaturas e as motos usadas no patrulhamento, as mais novas foram compradas em 2014. Desde então, a corporação não recebeu sequer uma viatura.

O resultado disto?

Viaturas constantemente na manutenção.

Patrulhamento preventivo prejudicado e deixado de lado, para priorização então de postos fixos para trabalho dos guardas como por exemplo: Prefeitura, Mercado Municipal, Cemitério, antiga rodoviária, Praça Raul Leme, onde os problemas se agravam.

Há guardas em postos fixos sozinho e nem sempre com rádio de comunicação para pedir apoio, se preciso.

Na nota, em que parabeniza os guardas, a Prefeitura ressalta ainda que foram realizados diversos cursos para aprimorar e conhecer novas técnicas.

Após a ultima palestra motivacional promovido, os guardas reclamaram que o palestrante, na verdade queria lhes vender um curso.

Desde 2014 os guardas, que já chegaram a ter treinamento com policiais especializados dos Estados Unidos, não passam por um curso de tiros.

Os cursos são apenas a distâncias, ministrados pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP), desde 2009, já que a Guarda foi contemplada com um Telecentro, para capacitação dos agentes de segurança, que funciona no Complexo Integrado de Segurança, Emergência e Mobilidade – CISEM.

E por falar em CISEM, o complexo que foi inaugurado em 2009, teve nos últimos dias parte dos equipamentos desligados. O local que já serviu de modelo para outras cidades está com os equipamentos de controle de acesso em todas as entradas e saídas da cidade, desligados.

Isto prejudica não só o trabalho da Guarda Civil mas também da Polícia Militar e da Polícia Civil já que os equipamentos serviam de base para investigação e monitoramento de suspeitos.

Perde a Guarda. Perde a segurança pública do município.

Na nota, a Prefeitura cumprimentou e parabenizou todos os Guardas Civis Municipais pela dedicação ao trabalho que realiza ressaltando que estas ações são necessárias e importantes para que a comunidade se sinta segura em Bragança Paulista.​

O Bragança Em Pauta também parabeniza os guardas porque ainda assim, diante de todas as dificuldades continuam firmes no trabalho.

Porém, infelizmente, entendemos que não há conquistas a se comemorar nos últimos anos e isto nos entristece.

É necessário que a atual administração olhe com mais carinho para a Secretaria Municipal de Segurança e Defesa Civil.

Em janeiro do ano passado, o prefeito Jesus Chedid, até chegou a declarar o terreno onde funciona a secretaria desde 2006 de utilidade pública através do decreto n° 2.424 de 11 de janeiro.

A ideia era realizar a desapropriação do terreno que é de propriedade da Companhia de Desenvolvimento Agrícola de São Paulo (CODASP), de forma amigável ou judicial

A área, objeto da declaração de Utilidade Pública, é de 23.200,00m²  e apesar do anúncio logo no início do mandato, um ano e meio se passou e nada foi concluído.

A Prefeitura continua pagando pelo terreno do local…

O preço do aluguel, até subiu.

Os guardas estão esperando fardamento, treinamentos, viaturas novas…

Não são eles que ganham.  É a população !

População que assistiu atônita um guarda ter que deixar sua residência, na região do Cruzeiro, por causa do tráfico de drogas.  Isto mesmo, um agente de segurança teve que deixar para trás seu lar, com sua família, porque sua casa foi alvejada por diversos tiros.

A ação dos marginais aconteceu em represália a morte de um adolescente em um confronto com  a Polícia Militar, há pouco mais de um mês.

Nos primeiros dias as forças de segurança realizaram algumas ações. Mas e agora?

É inadmissível que um guarda ou qualquer outro agente passe por isto. Os traficantes não podem ganhar território. Não podem ditar a regras.

E a população não aguenta mais tem que se trancar dentro de casa,  subir muros, implantar câmeras.

População que não aguenta mais ler notícias de adolescentes presos com envolvimento com tráfico de drogas, roubos de veículos e outros crimes ….

Não, não há o que comemorar.

E não cola mais o poder publico dizer que ao guarda cabe apenas cuidar do patrimônio. O cidadão não quer saber a cor da farda.

Governo que pensa no povo, investe em segurança pública, porque entende que o maior patrimônio de uma cidade é o cidadão.

(Braganca em Pauta)


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