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19/07/2016 21:56

Massacre em Orlando deixa 50 mortos

Em meio ao clima de solidariedade e tristeza pelas vítimas do massacre que deixou 50 vítimas em uma boate gay em Orlando, nos Estados Unidos, ativistas do movimento LGBT no Brasil destacam que não se pode apagar do ataque a sua motivação homofóbica. Na madrugada de domingo, 12, um atirador disparou com um rifle contra frequentadores da boate Pulse, na Flórida, e, além dos mortos, feriu 53 pessoas. A casa era voltada ao público LGBT e tinha cerca de 300 pessoas no momento do ataque. O atirador foi morto pela polícia.
Para o ativista Beto de Jesus, representante na América Latina da Associação Internacional de Lésbicas, Gays, Bissexuais,Transexuais e Intersexuais (Ilga), a situação não era inesperada, já há um discurso recorrente de ódio aos LGBTs que circula nos Estados Unidos, no Brasil e em outras partes do mundo. Para ele, não se pode encarar o ato apenas como terrorista e se deve discutir os elementos que levaram a um ataque de ódio.
“É muito fácil justificar como terrorismo, e isso leva à cultura do medo, à cultura da violência. Esse evento demonstra claramente uma situação de uma violência homofóbica extrema de uma pessoa que, por algum motivo ou com alguns motivos, desenvolveu esse ódio, desenvolveu essa necessidade de querer matar pessoas que se mostram diferentes dela”, analisa Beto, que pondera que isso não significa ignorar o extremismo de grupos terroristas como o Estado Islâmico, cuja possível influência no episódio está sendo investigada.
Para Beto de Jesus, é preciso criar e fortalecer instrumentos da sociedade para combater o discurso de ódio, como por exemplo a educação.

Fonte: Gazeta Bragantina.


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